terça-feira, 27 de maio de 2008

Uma flor

Eu não imaginava que trazias uma rosa perfumada, uma rosa vermelha. Conversámos muito , mais do que em toda a nossa vida. Abrimos gavetas que cheiravam a mofo... ou roídas pelo caruncho. Desnudámos a alma e mostrámo-la um ao outro . Fiquei suspensa no fim da confissão ,a música tocava,tinha anoitecido e era tarde demais. Pediste um abraço de despedida,um abraço infindável... quiseste esconder o rosto , tiveste medo das lágrimas que te atraiçoaram, o teu orgulho foi sempre imenso. Segurei-te no rosto e os teus olhos foram obrigados a se revelarem. Quis matar a minha sede na fonte dos teus olhos verdes. Cativei-te e logo a seguir uma porta se fechou . A rosa ficou durante alguns dias na jarra , as pétalas tombaram , caíram murchas.A tua memória anda pela casa toda... impregnada no perfume da flor.

5 comentários:

Fernanda disse...

Olá

Os teus textos são muito visuais...sabias??...
Já pensaste em escrever para cinema ou teatro?
A tua escrita cria uma certa empatia entre ti e quem te lê...e, isso é bom.
Por isso, dizer que podias aventurar te nessa área.

Pensa nisso...:))

PS- Só um pormenor,...tenta escrever um...que tenha final feliz,...ás vezes também acontece...))

Verónica disse...

Olá
Por acaso não me tinha apercebido dessa questão.
Se alguém me fizesse uma proposta nesse sentido ,aceitaria!
Acredito em finais felizes. Estes textos falam do meio da vida.
Nunca vivi um final feliz...
Obrigada

Soul disse...
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Soul disse...
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Verónica disse...
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